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Instituto Centec dialoga com Prefeitura de Jaguaribara para inauguração do CVT | Imprimir |
Seg, 01 de Dezembro de 2014 16:00

Há mais de 10 anos a população de Jaguaribara, localizada no Litoral Leste cearense, aguarda o início das atividades do Centro Vocacional Tecnológico (CVT). O prédio foi construído em conjunto com a cidade planejada, em 2001, mas pela demora na compra dos equipamentos – o que aconteceu somente em 2006 - a prefeitura autorizou o funcionamento de uma escola de educação infantil no mesmo espaço.

Em março de 2014, o atual prefeito, Francini Guedes, participou de uma reunião com a diretoria do Instituto Centec para a resolução do impasse. A prefeitura está construindo um novo prédio que acolherá a escola municipal e a sua finalização estava prevista para abril de 2014. A inauguração do CVT estava agendada para junho, após a realização de pequenos reparos e uma nova pintura no prédio.

Com o atraso da agenda, o diretor presidente do Instituto Centec, Ferrer Bezerra, e o coordenador do CVT, Antonio Ximenes, realizaram visita técnica à Jaguaribara na última sexta (28/11) para verificar o andamento da construção da nova estrutura e, na ocasião, reuniram-se novamente com o prefeito da cidade. O novo calendário firmado prevê o início das atividades do CVT para janeiro de 2015.

O secretário de Obras de Jaguaribara, Roberto Colares, acompanhou a visita e se comprometeu a realizar os reparos necessários ao prédio do CVT logo após o início das férias escolares, na segunda quinzena de dezembro. Em entrevista concedida à Rádio FM Jaguaribara 104 FM, o presidente Ferrer destacou que o CVT será um centro de referência em educação tecnológica para suporte às atividades econômicas de toda a região.

“Desde que assumi a direção do Centec, tento a reativação do CVT Jaguaribara e a atual gestão municipal assumiu esse compromisso comigo e com toda a população. Discutimos com o prefeito que a partir do dia 10 de dezembro queremos começar a readaptação do prédio. Podem ficar certos que o Centec fará aqui o já faz por outros 42 municípios”, declarou no programa radiofônico.

Segundo o gestor municipal, a prefeitura está totalmente engajada na implantação da unidade do Centec, pois “o CVT é uma demanda de toda a população e é muito importante para o desenvolvimento de toda a região, fortalecendo a educação profissionalizante e, consequentemente, os mais diversos setores econômicos”, afirmou.

Francini informou que um dos desafios de Jaguaribara é que cerca de 25% da população da cidade é “flutuante”, ou seja, que migra de municípios vizinhos para utilizar os serviços e produtos locais. Sendo assim, a instalação do CVT também beneficiará cidades como Alto Santo, Morada Nova e Jaguaretama, destacou ele.

Segundo André Siqueira, secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Aquicultura e Pesca de Jaguaribara, o Centec também poderá apoiar outros projetos da Prefeitura, dentre eles, o Centro de Ovinocaprinocultura, que oferecerá qualificação técnica no setor. A unidade foi construída em parceria com o Conselho Estadual de Educação (CEE). Ele informou ainda que está prevista para dezembro a inauguração de um Centro de Artesanato.

A caravana composta pelo presidente do Centec, coordenador do CVT, prefeito e secretários municipais visitou o espaço destinado ao CVT e o novo espaço da escola municipal. A unidade do Instituto Centec trará oportunidades de qualificação profissional nas áreas vocacionadas à região como aquicultura e pesca, piscicultura, turismo, artesanato, meio ambiente, e também com cursos básicos nas áreas de informática, secretariado, bombeiro hidráulico, eletricista, dentre outros.

 

Piscis cria máquina que automatiza o processamento das vísceras da tilápia

Aproveitando a passagem por Jaguaribara, o presidente do Centec visitou também as instalações da Piscis, uma empresa de base biotecnológica participante da Incubadora Tecnológica do Centec (Intece). André Siqueira e Lívia Barreto, sócios no empreendimento, apresentaram os atuais projetos em andamento.

A Piscis reaproveita as vísceras da tilápia que outrora eram descartadas pelos pescadores no açude Castanhão, poluindo o meio ambiente. Hoje, por meio do processamento destes resíduos, se extrai um óleo rico em ômega 6, que possui diversas aplicações, dentre elas como ração animal e um composto orgânico que serve como adubo.

No atual processo, há uma separação do óleo e dos resíduos sólidos de forma artesanal. Com o financiamento do CNPq, por meio de um projeto conquistado em parceria a Incubadora Tecnológica Centec (Intece), a Piscis inova, pela segunda vez, com a automatização do processo: uma máquina centrifuga os resíduos da tilápia abstraindo em três saídas diferentes um resíduo líquido (água), óleo e composto orgânico, reaproveitando totalmente as vísceras.

André já prevê também a instalação de outro equipamento que utilizará o líquido residual para gerar gás combustível, por meio da biodigestão, para diversos fins na empresa. Outro projeto, que aguarda a liberação dos recursos do Edital Tecnova (uma iniciativa Finep e Secitece) e que conta com a cooperação da Embrapa, viabilizará uma Unidade Móvel de Abate e Beneficiamento da Tilápia, diminuindo a poluição ambiental no açude e melhorando as condições sanitárias desta cultura.

 

Assessoria de Marketing e Comunicação do Instituto Centec